Dieta Planetária: ser sustentável à mesa

Já ouviu falar da Dieta Planetária? Neste artigo mostramos-lhe quais os pros e os contras desta dieta que tem ganhado muitos seguidores.

Sabemos bem quantas dietas milagrosas e suplementos mágicos chegam até nós através das redes sociais e fora delas. Por isso é que é tão importante conhecermos o fundamento de todas as dietas e escolhermos as que têm por base estudos científicos. Daí lhe querermos explicar o que é, afinal, isto da Dieta Planetária.

Vários cientistas conceituados – 37 para ser mais concreto – nas áreas da alimentação e da saúde reuniram-se para o projeto EAT-Lancet que lançou, no início deste ano, a Dieta Planetária que tem como objetivo dar orientações às pessoas para que estas possam comer de maneira sustentável, reduzindo assim as emissões de dióxido de carbono e o desperdício de comida.

Não pondo de parte a carne nem os lacticínios – mas sim, reduzi-los de forma substancial – esta dieta pretende que integre na sua alimentação mais verduras, frutas e leguminosas. Mas vamos a dados concretos.

Segundos os cientistas, para que uma dieta saudável e igualmente amiga do planeta, o ideal seria que 35% das calorias ingeridas fossem provenientes de grãos integrais e tubérculos e ter nas plantas a principal origem da proteína e no consumo de 500 gramas de vegetais e frutas por dia. A carne pode estar no seu prato, mas reduzida a uma porção com cerca de 14 gramas apenas, por dia.

Esta atitude levaria a uma redução enorme de 50% do consumo de carne vermelha e, consequentemente, a um aumento de 50% de consumo de frutos secos, verduras, legumes e fruta. O que ainda nos contam os cientistas é que se implementássemos esta dieta nas nossas vidas, evitaríamos a morte prematura de 11 milhões de pessoas, em cada ano, reduzindo a morte de adultos entre 19% e 23,6%.

Com um sabor amargo, o estudo revela que a Dieta Planetária custaria pouco mais de dois euros e meio por dia, mas que esta mudança não seria suportada por mais de um quinto da população mundial, devido a alguns alimentos não serem acessíveis a populações mais desfavorecidas.

 

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