560 Architects: procuramos que todos os projetos acrescentem algo ao local para o qual foram concebidos

Estivemos à conversa com os artistas por detrás dos 560 Architects, os vencedores da 6ª edição do VIArtes. Leia a entrevista e descubra tudo sobre o projeto.

Com obras espalhadas por países como Portugal, Espanha, Alemanha, Itália, Brasil, Angola ou S. Tomé e Príncipe, os 560 Architects são uma equipa multidisciplinar reconhecida internacionalmente.

Agora, os arquitetos vão ter o seu trabalho – “Incha, Desincha e Passa” – exposto na nossa fachada, já que foram os grandes vencedores da 6ª edição do concurso de arte pública promovido pelo ViaCatarina, o VIArtes.

Para os conhecer um pouco melhor, leia aqui a nossa entrevista.

Como é que começou o projeto 560 architects?

A 560 foi criada como consequência natural de um conjunto de projetos de arquitetura e de design de produto que, individualmente, tínhamos em curso. Considerando a longa amizade, desde os tempos de faculdade, e alguns concursos em que vínhamos a participar em co-autoria, decidimos então criar a 560 architects, no âmbito dos projetos de arquitetura, e a 560 art brand, direcionada para o design de produto e industrial. Deste modo, desde então, uniram-se esforços e otimizaram-se recursos.

Quem é a equipa por detrás da 560 architects?

Somos uma pequena equipa, centrada em dois arquitetos (Filipe Santos Marinho e Vítor Carneiro de Mesquita) e com o importante apoio de diferentes colaboradores que têm passado pelo nosso atelier. Ao longo dos anos, ao contrário do que se possa imaginar, já colaboraram connosco pessoas de áreas tão distintas como arquitetura, design, marketing, engenharia e investigadores na área de polímeros ou robótica, tudo em função dos projetos que temos em curso, o que revela, em certa medida, a promoção de uma atividade pluridisciplinar face à nossa formação académica.

Como é o dia a dia da 560 architects?

Intenso. Não sabemos se por imposição de solicitações e prazos, ou se por metodologia interna. Nós estamos em crer que terá muito a ver com a última hipótese. Por regra, temos um sistema de trabalho muito intensivo quanto à carga horária diária, número de dias de trabalho semanal ou mesmo férias que, por vezes, tendem a ser empurradas para a frente de modo a melhorar ou evoluir um projeto que está prestes a ser entregue. Na verdade, temos dificuldade em ponderar outra forma de trabalhar, sobretudo porque gostamos do que fazemos e a vida particular de cada um está demasiadamente entrecruzada com o trabalho e com os projetos.

O que é que vos inspira?

Na verdade, a nossa prática profissional tende mais a focar-se no trabalho de dia a dia, com autocrítica, com perseverança, ou mesmo obstinação. Deste modo, procuramos que todos os projetos ou obras possam acrescentar qualquer coisa ao local para o qual foram concebidos ou, no caso de algo efémero, transmitir uma mensagem, provocar reações, observações e, sobretudo, críticas. Assim, tendemos a não procurar, pelo menos deliberadamente, algo que nos inspire.

O que é que o futuro reserva ao projeto?

Neste momento estamos com diversos projetos em mãos, de diferentes escalas, o que nos obriga a um constante exercício de adaptação, leitura e interpretação do espaço e do tempo. Desde projetos de arquitetura ao design industrial (escalas distintas), a instalações de cariz artístico, o que nos coloca perante opções entre o perene e o efémero. Por agora, estamos totalmente focados na preparação da obra do VIArtes.

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